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Gravidez

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Os problemas da tiróide também afectam a mulher grávida. Saiba quais.

Um bom funcionamento da tiróide é importante em qualquer altura da vida, mas muito mais importante durante a gravidez. Isto porque a gravidez está associada a alterações, quase sempre normais e reversíveis, quer do doseamento de hormonas tiroideias, quer das dimensões da glândula da tiróide. Ou seja, a tiróide aumenta de volume durante a gestação, normalmente entre os 10 e os 30 por cento. É por isso importante estar com atenção redobrada aos sinais de doenças da tiróide.

De um modo geral, as doenças da tiróide como o hipertiroidismo, o hipotiroidismo e o aparecimento de nódulos da tiróide, são mais frequentes nas mulheres do que nos homens. A razão não está ainda bem definida, mas parece estar dependente da acção das hormonas femininas.

Paralelamente, as mulheres têm um risco maior de padecerem de doenças auto-imunes. Duas das doenças da tiróide mais frequentes são auto-imunes: a tiroidite de Hashimoto e a doença de Graves. Este tipo de doenças é provocado por alterações no sistema imunitário.

Habitualmente, o sistema imunitário defende-nos contra germes (bactérias) e vírus, fabricando anticorpos. Nas doenças auto-imunes o organismo fabrica anticorpos contra os seus próprios órgãos. As doenças do sistema imunitário tendem a aparecer em vários elementos da mesma família.

O diagnóstico consiste na história clínica e observação física, bem como o doseamento das hormonas da tiróide no sangue. Deve contudo estar atenta a alguns dos sinais abaixo referidos.

Em 4 a 7 por cento das mulheres, a tiróide funciona mal durante os seis primeiros meses depois do parto. Todas aquelas que tenham uma história familiar de doença da tiróide, de diabetes, ou de um problema tiroideo preexistente, como uma tiróide de tamanho maior que o normal (bócio) ou uma tiroidite de Hashimoto, têm uma maior susceptibilidade. Os níveis baixos ou altos de hormona tiróide depois da gravidez costumam ser passageiros, mas podem precisar de tratamento.

 

Doenças da tiróide durante a gravidez
A tiróide aumenta de volume (bócio) durante a gravidez, quase sempre entre 10 a 30 por cento, mas este bócio não se traduz em qualquer problema desde que as hormonas estejam normais. Se for notado que tem um nódulo, pode fazer uma citologia (picada-biópsia) para ver a respectiva natureza.

Já foi dito que a tiróide aumenta de tamanho durante a gravidez, ou seja, aparece bócio, o que não significa que haja alteração da produção hormonal. No entanto, podem realmente surgir aumento ou diminuição da função tiroideia. As mulheres que engravidam podem não notar os sintomas clássicos da doença, porque muitos deles aparecem também na gravidez normal. Por exemplo, uma grávida pode sentir calor, cansaço, nervosismo ou mesmo apresentar tremor das mãos. Uma observação do seu médico e o doseamento hormonal nessa altura, permitem informar do que se está a passar.

Uma mulher grávida com doença da tiróide é tratada de uma maneira diferente do homem, ou da mulher não grávida. Por exemplo, materiais radioactivos que são vulgarmente utilizados nos exames de estudo ou no tratamento destes doentes, nunca devem ser utilizados numa mulher grávida. Também a altura de uma citologia, cirurgia, ou mesmo os medicamentos para tratar o hipertiroidismo, são especiais durante a gravidez.

 

Sintomas de hipotiroidismo
Os principais sintomas desta doença são a fadiga, falta de atenção e ganho de peso, que são problemas comuns durante a gravidez. Por isso o hipotiroidismo pode ser negligenciado se não analisado cuidadosamente.

 

Hipotiroidismo não tratado durante a gravidez
Um estudo publicado nos Estados Unidos em 1999 revelou que as mulheres que apresentam glândulas da tiróide hipoactivas durante a gravidez têm o quádruplo de possibilidades de ter filhos com baixo quociente intelectual que as mulheres com uma tiróide normal. Este resultado é muito importante, uma vez que a medicina pode tratar os problemas de hipotiroidismo se se realizar um diagnóstico precoce.

Igualmente segundo dados norte americanos, 6 em cada 100 abortos são resultado de deficiências hormonais e 1 de 50 mulheres grávidas são diagnosticadas com uma forma de hipotiroidismo. Assim, as funções da tiróide devem ser avaliadas regularmente durante o período da gravidez.

 

Sintomas do hipertiroidismo
Uma tiróide hiperactiva ocasiona muitas vezes nervosismo, alterações de humor e cansaço. Existem flutuações de peso, problemas com queda de cabelo, alterações intestinais e tremores.

 

Hipertiroidismo não tratado durante a gravidez
Se uma mulher grávida com uma tiróide hiperactiva não for diagnosticada e tratada atempadamente são vários os efeitos negativos que podem ocorrer para mãe e filho.

Uma tiróide descontrolada pode levar a insuficiência cardíaca, aumento na pressão sanguínea, aborto espontâneo, parto prematuro e baixo peso ao nascer.

 

Doença de Graves
A doença de Graves é provocada por anticorpos que estimulam a tiróide a produzir uma quantidade excessiva de hormona tiroideia. Estes anticorpos podem atravessar a placenta e aumentar a actividade da tiróide no feto, provocando um aumento de batimentos por minuto e um atraso no seu crescimento.

Em certos casos, a doença de Graves produz anticorpos que bloqueiam a produção de hormona tiroideia. Estes anticorpos podem atravessar a placenta e evitar que a tiróide fetal produza quantidades apropriadas de hormona tiroideia (hipotiroidismo), o que pode causar uma forma de atraso mental denominada cretinismo.

 

Tiroidite
A tiroidite, uma inflamação da tiróide, produz um inchaço doloroso na parte anterior do pescoço. Durante a gravidez, um aumento transitório nos níveis da hormona tiroideia provoca sintomas também transitórios que habitualmente desaparecem sem necessidade de tratamento. Nas primeiras semanas depois do parto, pode desenvolver-se, de forma súbita, uma variedade indolor de tiroidite, com um aumento na produção de hormona tiroideia, durante um determinado período. Esta perturbação pode persistir ou piorar, por vezes com crises breves e recorrentes de aumento na produção desta hormona.

As duas causas mais frequentes para a produção de baixos níveis de hormona tiroideia durante a gravidez são a tiroidite de Hashimoto, causada por anticorpos que bloqueiam a produção de hormona tiroideia, e o tratamento prévio para a doença de Graves. Muitas vezes, a tiroidite de Hashimoto adopta formas menos graves durante a gestação.

Uma mulher que tenha baixos níveis de hormona tiroideia deve fazer um tratamento substitutivo com comprimidos desta hormona. Ao fim de várias semanas, fazem-se análises ao sangue para medir os níveis e ajustar a dose, se for necessário. À medida que a gravidez avança, pode ter de se fazer pequenos ajustes na dose.

 

Tratamento
A gravidez não permite todo o tipo de tratamentos, porque o seu médico terá de ter em conta a segurança do seu filho. Tal como na gravidez, o iodo radioactivo não pode ser usado se está a amamentar. Poderá fazer citologias e poderá ser medicada com segurança com medicamentos (antitiroideus) usados no hipertiroidismo para parar a produção de hormonas ou com comprimidos de hormona tiroideia - medicamentos que vão fornecer ao seu organismo a quantidade certa que a sua tiróide não é capaz de fabricar.

 

Tiroidite pós-parto
A tiroidite pós-parto é uma forma temporária de tiroidite. Surge em 5 a 9 por cento das mulheres depois de darem à luz uma criança. Os sintomas são habitualmente pouco acentuados. No entanto, pode aparecer noutra gravidez posterior.

Os sintomas duram, normalmente, 6 a 9 meses. Com esta inflamação, a tiróide liberta primeiro todas as hormonas que tem armazenadas. Quando estas hormonas entram na circulação do sangue provocam hipertiroidismo. Pode notar que o seu pescoço está alargado (bócio), que sente o coração a bater mais rápido e que está muitas vezes ansiosa e com calor.

Alguns meses depois, tudo volta ao normal. Também pode acontecer que a tiróide não volte a trabalhar, ou seja, que fique hipotiroideia. Se isto acontecer, poderá sentir-se mais cansada que habitualmente, fraca e com frio persistente.

O tratamento da tiroidite pós-parto vai depender da decisão do especialista que a segue e será mantida em vigilância por um período prolongado, mesmo que tudo regresse à normalidade.

As doenças da tiróide no filho
Se você ou alguém da sua família tem tiroidite de Hashimoto ou doença de Graves, há uma probabilidade maior de o seu filho vir a ter uma destas doenças. Para além destas duas doenças da tiróide, há outras que também poderão estar associadas.

Mesmo que a sua tiróide seja normal, 1 em cada 4.000 crianças pode nascer com uma tiróide que não trabalha (hipotiroidismo congénito). Se o problema não é tratado, a criança pode ficar com atraso físico e mental. É portanto fundamental assegurar-se de que o seu filho fez o "teste do pezinho". Neste teste, pelo doseamento de uma das hormonas que controla a tiróide (TSH), é possível diagnosticar todas estas crianças e começar o tratamento nos primeiros dias de vida, o que garante que elas venham a crescer normalmente.

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