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Gravidez

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Gravidez: os riscos de uma escolha tardia

A gravidez é uma etapa única na vida da mulher, recheada de momentos de grande felicidade e expectativa, mas também de sentimentos contraditórios, como alegria e ansiedade, além de dúvidas e receios.

A obstetrícia e a medicina materno-fetal têm desenvolvido, nos últimos cem anos, abordagens cada vez mais especializadas, aumentando a qualidade dos cuidados dispensados à grávida e ao recém-nascido – e só assim Portugal tem mantido a morbilidade/mortalidade materna, perinatal e neonatal precoce em patamares dos melhores a nível mundial. Por ano, no mundo, morrem mais de 500 mil mulheres devido a complicações durante a gestação, 99% das quais em países em vias de desenvolvimento, mas a taxa de mortalidade materna em Portugal é quase zero [segundo o portal Pordata, em 2017 este indicador situou-se nas 10,4 mortes por 100 mil nascimentos, o que corresponde a 0,01%].

As melhores condições de vida e os progressos médicos têm proporcionado às mulheres mais liberdade na escolha do momento das suas vidas para terem os seus filhos.

São cada vez em maior número as mulheres que, em Portugal, engravidam e têm filhos depois dos 40 anos – o que contribui para que o número de filhos das famílias também vá baixando. A formação académica mais longa, a pressão da carreira profissional e a sua instabilidade levam muitos casais a adiar para depois dos 35 anos o seu primeiro filho. Só na CUF Descobertas, em Lisboa, em 2008, 2,3% dos 2934 partos já foram de mães com idades entre 40 e 44 anos; em 2018, estes foram 12,3%.

Esta tendência de adiar a concepção para os estágios mais tardios da vida fértil da mulher faz crescer a probabilidade de complicações: maiores dificuldades na concepção (quando não infertilidade), maior risco de aborto espontâneo, de anomalias cromossómicas, doenças hereditárias, maior probabilidade de patologia (hipertensão, diabetes gestacional, entre outras) ou menos saúde do bebé no seu futuro.

Por outro lado, a grande diferenciação e especialização no acompanhamento obstétrico e nos cuidados materno-fetais têm permitido enfrentar e gerir com confiança todos estes riscos. Ou seja, as mulheres podem hoje decidir ter os seus filhos com maior segurança e menores riscos se planearem bem as suas gravidezes (gravidez desejada e planeada) e se conseguirem uma adequada assistência pré-natal e no parto. Idealmente, os cuidados com a saúde deverão ser iniciados no período preconcepcional com adequadas condições nutricionais, emocionais e clínicas – rastreios realizados, doenças prévias controladas com o uso de medicamentos e tratamentos seguros.


Uma vez confirmada, a vigilância pré-natal precoce melhora o prognóstico da gravidez. A pesquisa diagnóstica, o tratamento de doenças pré-existentes (obesidade, hipertensão, diabetes, asma, epilepsia, hiper- ou hipotiroidismo...), de patologias próprias da gestação e a avaliação de riscos não devem ser adiados – independentemente de vivermos num contexto de pandemia. A assistência deve estender-se ao parto, pois este talvez seja na vida da mulher o momento mais imprevisível e desconhecido, e sobre o qual não tem nenhum controlo.

Assim, e tendo como principal objectivo os cuidados com a saúde da grávida e do feto, e alicerçadas num tripé constituído por planeamento familiar, assistência pré-natal e assistência ao parto, quer nas instituições de saúde públicas quer nas privadas, existem Unidades de Alto Risco Obstétrico que dispõem de diversas consultas especializadas – diabetes, hipertensão, patologia trombo-embólica e auto-imune, além de medicina obstétrica. Assim é possível proporcionar um serviço diferenciado e multidisciplinar de abordagem da gravidez, numa óptica de serviço global mas personalizado, adequado às necessidades da grávida e do recém-nascido.

Como recomenda a Organização Mundial de Saúde, “uma experiência positiva durante a gravidez significa uma normalidade física e socio-cultural, uma gravidez saudável para a mãe e o bebé (prevenindo riscos, doenças e morte), uma transição eficaz para o trabalho de parto, e o parto e uma maternidade positiva (auto-estima materna, competência e autonomia)”.

Fonte: Público
Publicado: 09/09/2020

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