Mamãs e Bebés

Cuidados gerais

young woman hand holding pregnancy test

Natalidade ignorada, extinção programada

Em Portugal, quando surge um problema complexo, na maioria dos debates políticos sugere-se lançar mais dinheiro como solução. O célebre “inverno demográfico”, ainda sem resolução, não é excepção à regra.
Sempre que voltamos ao tema do declínio da natalidade, as duas sugestões mais comuns para a sua resolução são: (1) a criação de incentivos económicos às famílias e (2) o recurso à imigração. Porém, a espiral de envelhecimento que se avoluma no nosso país, há pelo menos quatro décadas, não se resolve à pressa, nem inventando atribuição de prémios de bom comportamento, com escasso impacto na redução dos custos de oportunidade da parentalidade, nem improvisando uma torrente de imigração.

Ao seguir esta última opção, os governos tentam integrar pessoas que trazem consigo mentalidades e comportamento distintos, inclusive a nível reprodutivo, pelo que não há qualquer mérito político em revigorar a taxa de natalidade nacional de forma abrupta e imponderada. Ao gerarem cidadãos à pressa – para satisfazerem metas orçamentais e porem as engrenagens económicas a funcionar, qual uma empresa que busca mão-de-obra barata num país menos desenvolvido, mantêm a população nativa presa nas dificuldades estruturais e nos vários dilemas que desincentivam a reprodução nessa dada sociedade.

E se à imigração somarmos a proposta política de atribuição de benefícios meramente financeiros às famílias com mais filhos, estaremos possivelmente a canalizar recursos para pessoas que procriariam mesmo sem tais benefícios estatais.

Acomodados com a extinção?

É nas sociedades mais industrializadas e competitivas que as taxas de natalidade são mais baixas. Em quase todos os países da OCDE, as taxas situam-se em níveis muito abaixo dos 2,1 filhos por mulher necessários à reposição geracional. Em 1970, a taxa de natalidade média na UE (a 27) era de 2,37 e em 2019 tinha descido para apenas 1,52 (OECD Family Database). Sobressai a excepção de Israel, com um valor que tem rondado de forma estável a taxa de 3 filhos por mulher.

Em todos os países que sofrem com o declínio demográfico identificamos como elementos comuns a competição económica e a plena integração da mulher no mercado laboral. Este modelo socioeconómico assenta num investimento massivo na educação e na formação com vista a garantir estatuto e conforto – o que exige o adiamento da maternidade em prol de mais estudos e especialização feminina no mercado laboral e, para além disso, aumenta drasticamente o custo da educação de cada filho.

Ao longo de milhares de anos, mulheres e homens descobriram formas de potenciar o sucesso reprodutivo, equilibrando o investimento em cada gravidez com a criação saudável dos filhos já nascidos. Para obterem êxito nesta missão, procuravam manter uma relação de altruísmo recíproco, valorizando garantias de segurança, subsistência e fidelidade, inclusive através do compromisso monogâmico que protegia o investimento de ambas as partes, e ainda através da especialização funcional.

 

Veja o artigo completo aqui.

Fonte: Jornal Económico

Registe-se
Gratuitamente

para visualizar todo
o conteúdo!

Registe-se já

Calculadora da ovulação

A sua Gravidez Passo a Passo.
dias
Gerar

Significado e Nomes

Encontre o significado e origem do nome do seu filho(a)

Subscrição Newsletter

Introduza o seu-email Formato inválido! Introduza a palavra-passe A tentar validar dados de acesso... Validação concluída! Aguarde... A carregar...