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Teste do Pezinho: o que é, quando é feito e que doenças detecta

O teste do pezinho, também conhecido como triagem neonatal, é um exame obrigatório realizado em todos os recém-nascidos, normalmente a partir do 3º dia de vida, e que ajuda a diagnosticar algumas doenças genéticas e metabólicas, e, dessa forma, caso seja identificada alguma alteração, o tratamento pode ser iniciado logo em seguido, evitando complicações e promovendo a qualidade de vida da criança.
O teste do pezinho promove o diagnóstico de diversas doenças, no entanto as principais são hipotiroidismo congénito, fenilcetonúria, anemia falciforme e fibrose cística, já que podem trazer complicações para o bebé ainda no primeiro ano de vida caso não sejam identificados e tratadas.

Como é feito e quando fazer o teste do pezinho
O teste do pezinho é feito a partir da colheita de pequenas gotas de sangue do calcanhar do bebé, que são colocadas em um papel de filtro e enviado para o laboratório para que sejam feitas as análises e seja verificada a presença de alterações.
Esse teste é feito na própria maternidade ou no hospital em que o bebé nasceu, sendo indicado a partir do 3º dia de vida do bebé, no entanto pode ser realizado até o primeiro mês de vida.
No caso de resultados positivos, a família do bebé é contactada para que sejam realizados novos exames mais específicos e, assim, possa ser confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.

Doenças identificadas pelo teste do pezinho
O teste do pezinho é útil para identificar diversas doenças, sendo as principais:

1. Fenilcetonúria
A fenilcetonúria é uma alteração genética rara caracterizada pelo acúmulo de fenilalanina no sangue, já que a enzima responsável por degradar a fenilalanina tem a sua função alterada. Assim, o acúmulo da fenilalanina, que pode ser encontrada naturalmente em ovos e carnes, por exemplo, pode se tornar tóxico para a criança, podendo comprometer o desenvolvimento neuronal. Veja mais sobre a fenilcetonúria.
Como é feito o tratamento: O tratamento da fenilcetonúria consiste no controle e diminuição da quantidade dessa enzima no sangue e, para isso, é importante que a criança evite o consumo de alimentos ricos em fenilalanina, como carnes, ovos e oleaginosas. Como a alimentação pode ser bastante restritiva, é importante que a criança seja acompanhada por um nutricionista para evitar que existam deficiências nutricionais.

2. Hipotiroidismo congénito
O hipotiroidismo congénito é uma situação em que a tireoide do bebé não consegue produzir quantidades normais e suficientes de hormônios, o que pode interferir no desenvolvimento do bebé, assim como provocar retardo mental, por exemplo.
Como é feito o tratamento: O tratamento para o hipotiroidismo congénito tem início assim que é feito o diagnóstico e consiste no uso de remédios para repor as hormonas tioideias que estão em quantidades alteradas, pois assim é possível garantir o crescimento e desenvolvimento saudável da criança.

3. Anemia falciforme
A anemia falciforme é um problema genético caracterizado por alteração na forma das células vermelhas do sangue, reduzindo a capacidade para transportar oxigénio para as várias partes do corpo, podendo provocar atrasos no desenvolvimento de alguns órgãos.
Como é feito o tratamento: Dependendo da gravidade da doença, o bebé pode precisar fazer transfusões de sangue para que o transporte de oxigénio para os órgãos aconteça de forma correta. No entanto, o tratamento só é necessário quando surgem infecções como pneumonia ou amigdalite.

4. Hiperplasia adrenal congénita
A hiperplasia adrenal congénita é uma doença que faz com que a criança tenha uma deficiência hormonal de algumas hormonas e um exagero na produção de outros, que pode provocar crescimento excessivo, puberdade precoce ou outros problemas físicos.
Como é feito o tratamento: Nesses casos, é importante que sejam identificadas as hormonas alteradas para que seja feita a reposição hormonal, sendo na maioria das vezes necessário que seja realizado durante toda a vida.

5. Fibrose cística
A fibrose cística é um problema em que há produção de uma grande quantidade de muco, comprometendo o sistema respiratório e afetando também o pâncreas, sendo por isso importante que a doença seja identificada no teste do pezinho para que o tratamento possa ser iniciado e possam ser prevenidas complicações. 
Como é feito o tratamento: O tratamento da fibrose cística envolve o uso de remédios anti-inflamatórios, alimentação adequada e realização de fisioterapia respiratória para aliviar os sintomas da doença, especialmente a dificuldade para respirar.

6. Deficiência de biotinidase
A deficiência de biotinidase consiste num problema congénito que provoca a incapacidade de o organismo reciclar a biotina, que é uma vitamina muito importante para garantir a saúde do sistema nervoso. Dessa forma, bebés com este problema podem apresentar convulsões, falta de coordenação motora, atraso no desenvolvimento e queda dos cabelos.
Como é feito o tratamento: Nesses casos, o médico indica a ingestão da vitamina biotina por toda a vida para compensar a incapacidade do organismo para utilizar essa vitamina.


Teste do pezinho ampliado
O teste do pezinho ampliado é feito com o objetivo de identificar outras doenças que não são tão frequentes, mas que podem acontecer principalmente se a mulher tiver tido alguma alteração ou infecção durante a gravidez. Assim, o teste do pezinho ampliado pode ajudar a identificar:

Galactosemia: doença que faz com que a criança não consiga digerir o açúcar presente no leite, podendo levar a um comprometimento do sistema nervoso central;

Toxoplasmose Congênita: doença que pode ser fatal ou levar à cegueira, icterícia que é a pele amarelada, convulsões ou retardo mental;

Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase: facilita o aparecimento de anemias, que podem variar de intensidade;

Sífilis congênita: uma doença grave que pode levar ao comprometimento do sistema nervoso central;

SIDA: doença que leva a um sério comprometimento do sistema imune, que ainda não tem cura;

Rubéola congénita: provoca deformações congénitas como catarata, surdez, retardo mental e até mal formações cardíacas;

Herpes congénita: doença rara que pode causar lesões localizadas na pele, mucosas e olhos, ou disseminada, afetando seriamente o sistema nervoso central;

Doença do citomegalovírus congénita: pode gerar calcificações cerebrais e retardo mental e motor;

Doença de chagas congénita: uma doença infecciosa que pode causar retardo mental, psicomotor e alterações oculares.

Se o teste do pezinho detectar alguma destas doenças, o laboratório contacta a família pelo telefone e o bebé deve fazer novos exames para confirmar a doença ou é encaminhado para uma consulta médica especializada. 

Fonte: Tua Saúde

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